Feirão da Caixa tem custos de cartórios e ITBI de cortesia

Ontem, primeiro dia do Feirão da Casa Própria da Caixa, os corredores do Expominas não estavam tão cheios como em edições anteriores. Mas, nos estandes, muita gente buscava informações sobre financiamento, aprovava crédito e até fechava negócio. O inspetor de campo Oscar de Oliveira, 26, saiu de lá com o imóvel comprado. “Ele é na planta e fica pronto dentro de dois anos. A construtora dividiu a entrada em 24 meses. Se eu tivesse que dar de uma vez, não seria possível comprar”, destaca. Quem vai ao feirão, não vai encontrar um preço mais baixo do que o de mercado, nem condições de juros e prazos diferenciadas. Entretanto, facilidades como essas estão em alta para convencer os consumidores a realizarem o sono da casa própria. As vantagens oferecidas pelas construtoras vão desde entradas simbólicas, de R$ 99,90, até a quitação do imposto de transferência e cobertura dos gastos de escritura. “Estamos bancando o valor do ITBI e o registro e escritura, o que dá 4,5% do valor do imóvel. Também é possível dividir o valor da entrada”, anuncia o gestor comercial da MRV, Sandro Perin, que está colocando a venda imóveis a partir de R$ 140 mil. Entre os imóveis disponibilizados pela Tenda no feirão, 15 unidades custam R$ 99 mil, em Ribeirão da Neves, região metropolitana. A construtora também está cobrindo os gastos com ITBI, registro e ainda dá a consultoria no financiamento. “Entendemos que o custo é pesado e nosso objetivo é absorver esse desembolso para facilitar”, explica o diretor regional da Tenda em Minas Gerais, Alexandre Millen. A empresa trabalha com imóveis do Minha Casa, Minha Vida, das faixas 2 e 3, para quem tem renda familiar de até dez salários mínimos. Millen destaca que muita gente não tem consciência de que pode comprar a casa própria. “A entrada é o que dificulta mais, então facilitamos e, na hora que você compara com aluguel, vê que a prestação é melhor”, ressalta. Pensando no casamento, Hugo Leonardo, 35, e Keylla de Paula, 32, chegaram com muitas dúvidas sobre crédito, mercado e prestações. Mas com a certeza de que vale mais a pena comprar do que alugar. “No bairro que queremos morar, o aluguel gira em torno de R$ 1.500. Com esse dinheiro dá para pagar uma prestação”, conta o casal. “Quem vem ao Feirão vai encontrar as mesmas condições de uma agência, mas a grande vantagem é encontrar em um só lugar várias oportunidades de negócios”, destaca o gerente da regional da Caixa, Marx Fernandes dos Santos. O superintendente em exercício da Caixa em Minas, Rômulo Martins Freitas, destaca que só de janeiro a abril foram liberados R$ 2,03 bilhões em financiamentos no Estado. No Brasil, foram R$ 18,13 bilhões. Segundo ele, a crise política não afetará as regras de empréstimos. “Os recursos do FGTS e da poupança estão garantidos”, ressalta.


Reportagem de O Tempo


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