Preço do imóvel está em queda livre em Belo Horizonte

22/08/2017

O preço dos imóveis residenciais para venda está em queda livre em Belo Horizonte. Em julho, o valor médio do metro quadrado na capital atingiu o menor patamar do ano e fechou em R$ 4.588, queda de 0,43% no acumulado de 2017. As informações são da pesquisa Dados do Mercado Imobiliário, divulgada ontem pela VivaReal. Segundo especialistas, o movimento indica uma tendência e o preço deve cair ainda mais.

 

 

 

“A expectativa é a de que o setor volte à realidade e o preço dos imóveis caia ainda mais”, afirma o presidente da Associação dos Moradores e Mutuários de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha.

 

Segundo ele, além da crise econômica, que reduz o poder de compra do brasileiro, a dificuldade de conseguir crédito e a suspensão da linha pró-cotista jogam contra a construção civil.

 

“Para quem tem dinheiro na mão e não tem pressa de ver o retorno, comprar um imóvel pode ser um bom negócio. Do contrário, não”, afirma o especialista. Ao colocar os números na ponta do lápis, conforme Saldanha, é possível verificar que investir o dinheiro na poupança pode ser mais vantajoso do que o rendimento do aluguel.

 

A afirmação do presidente da AMMMG é corroborada pela pesquisa da VivaReal. Em Belo Horizonte, o aluguel registrou retração de 1,56% no acumulado do ano. Entre junho e julho os contratos não sofreram reajuste. A poupança, que acompanha a inflação, subiu 1,43% em 2017, até julho. Para os imóveis à venda, no entanto, houve retração de 0,27% no preço do metro quadrado entre junho e julho.

 

A pesquisa contou com 2 milhões de imóveis no Brasil e apontou que Belo Horizonte é uma das cidades com preço do metro quadrado abaixo do valor médio de venda, de R$ 4.844. Na capital, a média é R$ 4.588. 

 

Mais baratos

 

Os bairros que sofreram maior desvalorização foram Nova Gameleira (-4,1% no metro quadrado), Maria Helena (-3,7% no metro quadrado), Solar do Barreiro (-3,6%), Carmos (-3,3%), Esplanada (-2,9%) e Conjunto Califórnia (-2,8%). 

 

Na contramão, os bairros cujos preços mais aumentaram entre junho e julho foram Jardim Alvorada (7,6%), Dom Cabral (6,7%), Jardim dos Comerciários (5,3%), Graça (4,5%), Santa Efigênia (3,8%) e Parque Copacabana (3%).

 

Disponíveis

 

Buritis e Castelo são os bairros com maior estoque de imóveis tanto para venda quanto para aluguel. Quando o assunto é venda, Santa Amélia, Ouro Preto, Sagrada Família e Lourdes possuem a maior quantidade de unidades disponíveis. Centro, Sagrada Família, Santo Antônio, Prado e Padre Eustáquio, por outro lado, têm maior estoque para aluguel.

 

Reportagem de Tatiana Moraes publicada em Hoje em Dia 

 

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