Volume de imóveis levados a leilão no Estado é considerado alarmante

29/08/2017

Após o número de imóveis levados a leilão pelas instituições financeiras em Minas Gerais ter dobrado entre junho e julho, saltando de 400 para 800 de um mês para o outro, pode ser que em agosto esse número seja menor. Ainda não é possível garantir, pois a Caixa Econômica Federal vai realizar mais um leilão no próximo dia 30, mas os números permanecem abaixo do patamar até o momento.

A estimativa é da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMM-MG), mas de acordo com o presidente da entidade, Silvio Saldanha, ainda não é passível de comemoração. Isso porque, segundo ele, a queda é irrisória e o volume de imóveis devolvidos às instituições financeiras ainda é “assustador”.

 

 


“Na verdade, é cedo para qualquer expectativa acerca deste cenário, pois a crise intensifica toda influência sobre o cumprimento ou não dos compromissos financeiros da população”, explicou.

De toda forma, Saldanha lembrou que não é somente a crise a responsável pelo alto número de imóveis devolvidos às instituições financeiras. Ele pondera que uma combinação de vários fatores tem feito com que o volume de casas e apartamentos levados a leilão cresça a cada mês.

“O nível de desemprego, que ultrapassa os 13 milhões de brasileiros, influencia diretamente na quitação de dívidas e compromissos financeiros por parte da população, mas a falta de critérios mais rigorosos na concessão de crédito e do estabelecimento de uma política de composição administrativa mais abrangente para os contratos de financiamento habitacional também influenciam nos resultados”, justificou.

Nesse sentido, o presidente da associação afirmou que falta aos bancos adotarem critérios mais rigorosos na hora de conceder o crédito, assim como aos consumidores terem uma postura mais criteriosa na hora de ir em busca de um financiamento para adquirir a casa própria. Hoje, segundo ele, a euforia fala mais alto que a responsabilidade e os contratos acabam sendo quebrados.

Rigor - Além disso, há também a falta do estabelecimento de uma política de composição administrativa mais abrangente. Ele se refere a contratos mais maleáveis em casos extremos, como desemprego ou morte de uma das partes adquirentes do imóvel.


“Somente os mutuários contemplados pelo programa Minha casa, minha vida contam com uma segurança, por meio do Fundo Garantidor de Habitação Popular. Os demais contratos, não”, lembrou.

A retomada dos imóveis de inadimplentes é amparada pela Lei 9.514/97, que regulamenta a execução extrajudicial. Após três parcelas do financiamento em aberto, o banco notifica o proprietário, que tem 15 dias para quitar o débito. Caso o prazo não seja cumprido, a instituição financeira pode solicitar a propriedade definitiva do bem e oferecê-lo em leilões públicos, muitas vezes, a valores abaixo de mercado.

 

Reportagem de Mara Bianchetti - Diário do Comércio

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